14/01/11

Ponte


tal qual a um hai-como que cai
súbito
como um em-sai-te 
deti 
delicadíssima a flor
que agora aflora.

Um comentário:

  1. O poema …e tu na palavra, e eu..
    Tudo só a sós em mim …em ti?
    E eu assim, sentada no pensamento….
    E a imensidade, cheia ou vazia, das coisas, o grande esquecimento ou memória do céu e da terra…a velocidade do tempo que é uma grande dor…
    O teu tempo que eu quero no meu tempo
    A acumulação de tudo o que vida escreveu em nós..Aí, aqui, algures uma voz, um canto, um perfume ocasional que nos faz erguer a alma, o pano de nós, a boca…
    Aquilo que fui, que sou, acrescentado ao que serei… aquilo que tive, que tenho somado ao que terei..a minha infância…os meus olhos nesta outra infância de ti…onde desoculto o coração, tantas vezes sozinha na noite de mim própria, a chorar como uma mendiga, o silêncio desse lugar de nós….as paredes vazias de nós( mais um pouco de pó de estrelas de mim, - que sou estelar- Sagan)
    Sorrio em ti, por ti, para ti!

    Amo a tua poesia…de espanto
    E do espanto do teu “jogo” de palavras ...

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