11/01/11

Navegar




enquanto é blue; ié!

não é ? Ah!   Noé

arcasse o navego. 



*   *   * 


dia após dias; 
as noites

animal de hábitos noturnos? 
Não.

Humano com 
*olvidos!



*   *   *  

Crê!? Crer, que n´alguma não remota
um sem-distância, algo em que 

numa não absurda lonjura, 
se faça o finito de anima; 
e então, cognita, aproxime-se
e permita somar-se ao toque.

Mover os sentidos, em leque
levemente penetrar em sua lira
clareira, cachoeira vertendo humores;
fragrâncias clareando o turvo da vontade
de poder cantares nesta mina: o sonho.

Inspirando-expirar; expiar e espiar no gozo, e,
de dentro olhares; à mnemo despir-se; lá,
onde tudo é silencio; que aqui inexiste! aí...
Liquidado os planos, do Outro, conceber os possíveis
os do mesmo, desvelando os segredos esquecidos do navego.

Sob tal desígnio - maldição e benção
- benção e maldição, prisão?
- não.
- lugar ?

 - não há lugar assim
que ressoem aos sentidos.

Nú-vago verbo ao barco.

Hasteamos a vela 

que nos verga em tal navego
... ( ? ) 



Um comentário:

  1. As palavras e o “ acto poético, que é o empenho total do ser para a sua revelação. Que é o fogo do conhecimento, do não conhecido, no conhecido, que é também fogo de amor, em que o poeta se exalta e consome”,... E não há outra razão de caligrafar palavras…de assim poetizar….”nesse mergulho do homem nas suas águas mais silenciadas, o que vem à tona é tanto uma singularidade como uma pluralidade." E claro "apropriei-me” de algumas poucas palavras de Eugénio de Andrade, que tive o prazer de conhecer, ainda que de forma muito breve,...
    Extraordinária o teu poema….…

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