31/01/11

Verga-Verso a Memo In-Versa


Memo ( Aminésica ) ria

empsiquisa... Mnemosina in-versa, amnésica perfila, argola em pane, não formula,
                        não pergunta, não sabe mais, não seqüência, sem respostas,
                        ejeta do acúmulo de planos, regurgita, projeta deidades
                        à revelia da mão esquerda e a torta e direita, falecem a mídia-mingua.

e no humano, eche homínimo. O ex-sistir cabe a humanidade; que vacila.

melhor mesmo que não existam deuses, deusas.

Parede grafitada, menino, moleque arteiro não sigla, não pixa, picha? - Falácia. 
Hoje mesmo vi uma, no dedo de Deus e Adão de Michelangelo no grafite do Kobra.

E agora-agora, veja o que me veio: êta moça bonita! - (toda moderninha),
               se achega, e ao ver do que-lia, brilh´olhos e lê,
               recita o qu´eu, assim das lâminas, as órficas, lia:

daí-me depressa, pois, essa água fresca
que deriva do “Lago da Memória”
eu sou filho da Terra e do Estrelado Céu
minha origem contudo é o Céu (apenas)
e disso vós sabeis. Olhai porém:
seca-me a sede, estou a sucumbir.

Aponta... e diz a boca pequena - indicador em riste
In-chiste, me indica, superior, conduz o olhar
                Três se voltam, volvem, ( “quase” não percebidos), em si mesmo;
                polegar ascende, pousa em médio, e do dedo, em seta, vejo, 
e no relevo o escrito... Arque-inscrito... Levo a desperto o dito, visto: “Atinus Cristo”.
              
Disse-me: Procure saber sobr´ele, procure o ver-dito n(d)ele...

Ah! ... Essa moça, uma gracinha essa moça...
                                 Senti-me todo metido, mergulhando em exibir-me a ela... bobeira...
                                 a sua frente, precipites, a fins de que, propicia... me receba.

           e destes múltiplos, os acúmulos e cúmulos de “memo”, que inversa aos contrários,
              distende musas, agora mula de Maia, nanica orbe de campos, ditos mórficos,
                              astralismos com ares (hades) de alcance planetário, globalizantes,
                              vergalhões de ferro, idade sombria, senhores-senhoras trevosos
                              que ainda nos apezinham... que verga o verso. a-Versa.

E hoje... os mesmos, “memos”, prós e pó; incoa:
,
“obdormisco” em sonhos... vastos.
                      
                        Minha criança chora, inconsolável; saudade de vovô.
                        Encontrando-o, (sonhando), diz ouvir dele:
                        Não fique triste, não chore assim meu amor,
                        estou bem agora, (morto), aqui, no sonho... fala:
                        Nunca, nunca antes, agora, fui tão feliz em minha “Vida”,
                        Tão belo e luminoso é aqui onde estou.

afinado aos mesmos, “memo”, ecos, rastros, indícios...
jactâncias afins, de fatigante, egrégoras ejetando giras...
giros de pseudos; deuses, deusas, demos, demais deidades, gerando planos,
astrais de mídia-extrema, mídia-gema, mídia-ex-terna, recolhe-se a mingua.

Amnésica nossa base “acasha” inflama, aquece, “acerta”...
fricciona, roça, coça, ponteia-perfilo: “mens-agem”

Pandora rina, doura, ancora risonha.

Revela e ela: tessituras de veritas, registros de percursos.
Resvala e ele: divas, dúvidas e dívidas
                          Dada nossa... Fra-gi-li-da-de
                                                                              ... Fra-gi-li-da-de...

...e levo a desperto. . . ( ? )

...ó tu pura Rainha dos que estão abaixo; ( . . . )
e demais deuses e demos: (sosseguem) – (deixem-nos em Paz)
tenha sido o Destino a me (nos) abater
ou tenham sido os Deuses imortais
ou . . . . . . . com o raio lançado pelos astros.
Transpus a triste e fatigante Roda,
com passos rápidos me encaminhei
para a Coroa desejada,
e agora chego, como suplicante
a fim de que, propícia, me receba...

e... desperto... Acordes em cadência em contínuo renovo, e de:

FATO - SONHO - BUSCA - PLANOS DE VÔO - OVO - AFETO - TATO FETO 

PLANOS DE VÔO

VIDA-LIVRO


vulnerável, frágil, mas não cessa...


e como d´antes ali... guia... erre ou acerte


aceita e se inscribe: INCIPIT VITA NOVA         
                                 

2 comentários:

  1. Ah Deus…não consigo parar de ler os teus últimos poemas wilson

    são abismalmente maravilhosos em conteúdos “inter & exter”
    e eu estou sem conseguir dizer mais nada…

    Se fosse das palavras terem olhos
    terem mãos terem boca & tem
    & puderem assim olhar infinitamente
    o perfil da hora
    da coisa de ti
    se fosse das pedras terem voz
    até que elas falassem
    do que sabem do que sofrem
    do que sorvem
    se fosse do poema ter virtudes
    nos (in – audíveis) espasmos do silêncio
    do cativo saber – haver- ver que se sente
    & não dizer desse exílio o – pre(sente)
    ah se fosse

    se fosse seria apenas isso
    epidérmica poesia
    mas é anímica (anima )

    que me arrasta que é tua que é minha
    que nos dói que nos gasta
    nesses cumes impensados
    da redonda arquytectura
    dos saberes sabores sentires
    o impulso desse salto que nenhum pássaro ousaria
    como nós ousamos
    esse voo das palavras em que vamos & ficamos
    Nesse lugar (e-)imigrante & improvável

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  2. ... TALVEZ PQ A POESIA É SEM LUGAR MESMO... SÓ APÓS NOSSA INTERVENÇÃO, "CRIATIVA" PASSA ELA A TER LUGAR, LUGARES ESTES TANTO COGNITO, COMO TB IN...

    VEJO QUE VC BRINCA COM NOVAS SINALÉTICAS GRÁFICAS E POÉTICAS. O QUE MUITO ME "FELIZ". COMPARTILHAS COM ATENÇÃO CARINHOSA AO QUE ME DEIXA ANTE A TI, MUITO A TE DEVER... GRATO, MUITO, MARIA ANDERSEN... BJ.

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