como a língua,
Ave
In-Ver-Te-Brada
quando quer,
Nua
quando quer,
quando quer...
Vênus amorosa.
Lambdoma / como a mina,
gruta alagada
quando dá-se.
Enubla
quando nuvens e folhetinismos
turvam o "lago"
o "capto".
claro que o dia é ao que o perfaz.
e
dia
e
noite
e
dia
e
claro que ao dia é o que o perfaz.
mesmo que um outro...
circunda.
circunda.

“A solidão é como uma chuva.
ResponderExcluirErgue-se do mar ao encontro das noites”(Rilke)
e nós a língua invertebrada das palavras curvas nas sombras
e os instantes são sós e inteiros e completos só no nu do dia
e “então, a solidão vai com os rios”(Rilke)
fica o amo-r / a-mor
Amor
Quando no achamos profundos, sê-lo-emos?
Não é maior a profundidade do que essa a que descemos elevando-nos?
“Se o conhecimento é uma forma de escrita, mesmo sem palavras, uma respiração calada, a narrativa que o silêncio faz de si mesmo, então não se deve escrever, nem mesmo admitindo que fazê-lo seria o reconhecimento do conhecimento. Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente. Pode também escrever-se por asfixia, porque essa não é maneira de morrer. Pode escrever-se ainda por ilusão criminal: às vezes imagina-se que uma palavra conseguirá atingir mortalmente o mundo. A alegria de um assassinato enorme é legítima, se embebeda o espírito, libertando-o da melancolia da fraternidade universal. Mas se apesar de tudo se escrever, escreva-se sempre para estar só. A escrita afasta concretamente o mundo. Não é o melhor método, mas é um. Os outros requerem uma energia espiritual que suspeita do próprio uso da escrita, como a religiosidade suspeita da religião e o demonismo da demonologia. A escrita - inferior na ordem dos actos simbólicos - concilia-se mal com a metamorfose interior - finalidade e símbolo, ela mesma, da energia espiritual. O espírito tende a transformar o espírito, e transforma-o. O resultado é misterioso. O resultado da escrita, não.” ( Herberto Hélder )
...embora o seja, porque o é de matéria indefinida...a alma... o Ser…
ResponderExcluir“Como a língua / Ave/ InVerTeBrada”
Maria... ñ digo mais nada... e digo.
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