31/01/11

José "MATEUS" Pereira Neto



José "Mateus" Pereira Neto

Poeta Brasileiro, Paulista -  S.P.


enquanto 
                 não
                        caio
                                 vôo...


*      *      *


É natural
Q pássaros
Façam festa
Olhe a cor do poente!

Meninos, cachorros, besouros
A vida inteira brinca à minha frente
Enquanto eu enfrento velhos demônios
e sabemos q ninguém vence

Venha, então, participar desta cor
Não precisa saber desta dor
O q vale é o q se vive?

se medirmos o q se vive
Pela cor q no ocaso vemos
Por acaso não vale tudo aquilo q vivemos?



*      *      *


Viver é o tempo todo
Ar entrando e saindo
Respirar transpirar
Conspirar
Fazemos parte um do outro


*      *      *

Duas torres
-não as destruídas
twin towers-
erigidas
d modo
a empacar
todo o resto:
a Vergonha e o orgulho.
Saída?
Safar-se.
Safadeza.

*      *      *

Há como um encurtamento
O Tempo reduz-se
E é tão doce dizer
O Tempo reduz-se
É tão triste.

Como podem ser
Ao mesmo tempo
Tristes e Doces
As coisas da vida?




*      *      *


ESCOTILHA
D NAVIO
VENDO A ILHA
SE AFASTAR

ASSIM PESSOAS
IMPORTANTES (FUNDAMENTAIS?)
NÃO FAZEM MAIS
PARTE
D NOSSAS VIDAS

ACEITAR? NÃO!
ILHAS PODEM
SEMPRE SER
REVISITADAS

QUANTO À ILHA:
BEM VINDA!


*      *      *


balbucio verdades infinitas
e me perco
só se perde o q se teve
(eu me tive?).
como sombra d nuvem
sobre o chão da selva
esqueço.
até chegar
o raio d sol.


*      *      *


um horizonte infinito d paredes
uma mulher nua por baixo das roupas
um limite q a enumeração ultrapassa
e eu, eu, tu, ela, nós, vós, eles
até quando?


3 comentários:

  1. Legal Wilson vc publicar em teu blog o Zé Mateus, nota 10.

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  2. Até sempre …

    por esse inesgotável sentido do sem tempo...
    Brinca comigo poeta, à procura de uma estrela noutro céu ...
    E acordemos os anjos…
    Sim, eles também dormem nas mentes de tanta gente
    acordemos estes , esses, aqueles que adormecem com a luz do teu riso…e brinca comigo poeta, mesmo às escuras…
    o poema tem dentro dele a luz suficientes para os nossos olhos que soletram a medida das coisas, sendo as coisas a nossa medida
    “enquanto
    não
    caio
    vôo.”

    nessa voz que se perfila na argila de nós
    nessa fonte viva onde os signos são solares
    onde poisamos as mãos
    mãos na lama
    mãos na alma
    mãos do ar
    mãos no fogo
    mãos como instrumento e como sabor
    madrugadas e pontes /poentes
    e corpos por elas impedidos de nascer
    poema lança
    por essa tantas vezes exausta brancura…brandura



    viver é epidérmico fazer... entrando-entranhando
    ...

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  3. Gracias Anna, vou ler teus poemas sim, estaremos estabelecendo um elo de poemia à Poemias.. rsrs

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