verde que não tenha sido limpo?
Estirado como uma flecha, uma cruz,
dormes sem conforto, um peixe
dentro da baleia do corredor,
a espirrar espuma, a respirar
para todos os lados da carne.
O que pretendes me dizer?
Cuidado, filho, o chão alucina.
Meu filho, fala alto,
meu ouvido está no fim,
já não escuto a minha infância,
já não sei pensar com os símbolos,
as metáforas e os sinais.
Alguns amadurecem, a maioria cansa.
FABRÍCIO CARPINEJAR
Do livro "Meu Filho, Minha Filha" (Bertrand Brasil, 2007)

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