Ó Grande Mãe, que em ti nos envolve e sus-
tem em porção, que aqui nos vincula, em-ti-fica, alenta e nos causa a trina flor da vida.
Ó Mater, a que nos agarramos em par-
tidos, alquebrados, nos mantemos ligados,
e em que rompemos de semente em semente
e brotamos e crescemos
e pulsamos e pulsamos.
e pulsamos...
Ó àvida-Matriz, que nos gera, atomiza e afeta:
nutrindo e entre-tendo, afeitos e ilusos nossos seres,
com seus elos, seus anelos, (d´eus), de outros e eu, eu, eus...
e, seus viços, seus ser-viços, viçosos, ser-viçosos...
com suas benesses, seus prazeres, deleites, esquivas
e suplícios;seus desejos, gostos, des-gostos;
com quereres, perfumes, seus aromas e sentidos,
com sofreres...
tanta dor, tantos riscos, triz, testes, rés, risos...
suas conversas, versas, meus, seus versos, e re-versos,
seus contatos, tatos, seus indícios; com seu cato, captos,
seus toques ... e tateias... e tateios e tateios...
sempre e sempre suas dualidades e contrastes...
Ó Mãe Natura, que aquece e humana nossas partes,
apazigua, refrigera nossas almas, seus efeitos, seus apuros.
Nossos feitos, teus, os saberes, seus, os sabores.
Apura ó mãezinha, qualifica nossas buscas,
nossos encontros, seus opostos, alimento.
Ó Terra-Mãe, re-junta, re-une nova
mente aos teus filhos, porque mentem os corações,
os teus frutos; conjunta-nos a todos, a todos os que em ti,
esquecidos se lançam nas intermináveis espirais de seus ciclos
e contidos neles, a ti regressam, habituados que estão em estar contido...
re-voltando e re-volvendo em ti,
ocupados sempre com a peleja que experimentam do girar
constante que tua roda dá. Arre... E exaustos,
turbados, detem em entregar-se absortos
e distraídos a sugar de suas tetas o leite que verte
da sagrada flor de teus seios...
sem nada de-volver.
* * *
Cessa agora, ó Mãe, os teus extremos,
Ó Mater cessa teus conflitos, teus temores...
Ela disse... / ... e digo:
Ó Uma, com-sorte d´aquele que sem um início, deu-se, e
uma luz suave se -presenta-, um presente, em tempo justo,
e a tempo dará em lugar adequado se fará
um toque terno virá a dar-se, com carinho,
um carinho imenso, intenso,
a Ela um pulsar meigo, leve, quente...
Um Cor-ação que agora dispara "delicadamente",
sem as costumeiras armadilhas do apossar-se,
(essas coisas nossas, nunca foram de alguém)
nada meu, nada seu, tudo sempre foi, ié nosso... (é?).
desde que se saiba de-volver, vibrações, raios, tom,
som e cores, de harmonias pós-conflitos, muitos,
por vezes, inevitáveis, dito de amores:
um coração dá-me, e das mãos, nas mãos,
contatam finalmente, emana na fala, no toque,
no olhar, sem ontem, sem hoje, sem amanhã...
e sei, incomoda, mas já, "em principio"
o cultivo gradual do eterno, num só lance,
num breve, num só peito, aqui, aí, inteiro,
no exato instante que a isto consentimo-nos.
Iss(ç)o-Tudo é o que podemos ter de realmente verdadeiro aqui.
Presença-Presente, sem véus e talvez... quando finalmente
permitirmo-nos, com, ou mesmo sem coragem,
ao Encontro, "Real", aí possamos, então, abrigar ao ontem,
o hoje transformado-transformando o amanhã, que haverá
de desvelar-se, e aqui, revelar que a vida docemente renova-se...
renasce e renascida, terna se apresenta: com seus mistérios,
ciclos a e em porção necessária, nutrindo, animando e aquece,
refrigera, causa elos, por tempo almejados,
e para então, com Amor... Somar.
e então, e só então: poder lê-lo, lê-la inteira,
em suas já não mais obscuras leis,
mas: em suas "Livras"... Liberta, Liberto.
* Até que nascer ou morrer,
não mais nos assuste,
não mais incomode, já
não mais nos im-porte.
e então, e só então: poder lê-lo, lê-la inteira,
em suas já não mais obscuras leis,
mas: em suas "Livras"... Liberta, Liberto.
* Até que nascer ou morrer,
não mais nos assuste,
não mais incomode, já
não mais nos im-porte.
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