16/01/12

odinha de re(s)cinto (vestindo o céu)


de pequeno, vivia
de olhar de cima
e de lá, é q havia.

e via, um elo, um alo, branquinha, 
uma ave no céu, arqueada, 
mesmo q de tempo longe 
tão perto, pertinha, q fingia susto 
e ela... ela vinha, vinha
aos poucos ela vinha. 

expiação imensa.

daqui... pequena...
é só um buraco branco
que aparece de sei lá onde.

e me dizia: 

veste o céu menino e vê se avoa, 
e eu tentava, tentava, depois, frustrado, 
via que por mais qu´eu ajustasse,
não cabia.

já hoje tô pequeno,
e de vontade, na verdade, 
voluntariamente me miúdo 
e assim, num jeito bato o olho
e imenso, e de tão grande... um sem tamanho,

aí miro naquilo em que me h´avia,
e vejo...
bem mais agora,
e assim re-vejo,
brinco, palavreio e reencarno, 
encaro... e o que de antes...
bem mais agora, é que me-
valia. 






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