de pequeno, vivia
de olhar de cima
e de lá, é q havia.
e via, um elo, um alo, branquinha,
uma ave no céu, arqueada,
mesmo q de tempo longe
tão perto, pertinha, q fingia susto
e ela... ela vinha, vinha
aos poucos ela vinha.
e ela... ela vinha, vinha
aos poucos ela vinha.
expiação imensa.
daqui... pequena...
é só um buraco branco
que aparece de sei lá onde.
e me dizia:
veste o céu menino e vê se avoa,
e eu tentava, tentava, depois, frustrado,
via que por mais qu´eu ajustasse,
via que por mais qu´eu ajustasse,
não cabia.
já hoje tô pequeno,
e de vontade, na verdade,
voluntariamente me miúdo
e assim, num jeito bato o olho
e imenso, e de tão grande... um sem tamanho,
aí miro naquilo em que me h´avia,
e vejo...
bem mais agora,
e vejo...
bem mais agora,
e assim re-vejo,
brinco, palavreio e reencarno,
encaro... e o que de antes...
bem mais agora, é que me-valia.
bem mais agora, é que me-valia.

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