Enseta-se-me.
07/02/11
onírica...
sabe meu bem:
- todos os unicórnios são belos! -
Mesmo aqueles, em que em, com toda
sua dita tenebrosidade, com seus cornos únicos
e olhos e olhar sanguíneo, possam vir nos assombrar e creio,
muito mais em nos deixar perplexo e com ferocidade o bicho,
dito sapiens, o humano, projeto em long-time, onde então
aqueles dóceis corcéis perolados, em que delicias virginais,
com seus toques e afagos, inadvertidas e puras, acabam
por atrai-los e trai-los, acalmando-os e capturam-os por fim...
e este, o mundo... dita... dito ser “real”.
um digo por fim: todos, todos eles...
todos os unicórnios são belos meu bem...
O Aderente
O Aderente - LI – 30
Esplendor
A luz, fogo, beleza, o sol
se ao menos fosse eu
uma vaquinha
e assim tornado houvesse
através de uma varinha
de sorte...
tudo iria bem
toda sorte de coisas
se daria
ao bem.
ao bem.
04/02/11
Marimenso
O mar
ali
a
linha
a
chama
azul
e
branco
e
vem
e assim
e assim
vai
e assim
rege
vindo
assim
em
verde
mas: na orla, bege
e
torna
e
oura
e
e
a quem ouve
ou
vê
policromia
31/01/11
José "MATEUS" Pereira Neto
Poeta Brasileiro, Paulista - S.P.
enquanto
não
caio
vôo...
* * *
É natural
Q pássaros
Façam festa
Olhe a cor do poente!
Meninos, cachorros, besouros
A vida inteira brinca à minha frente
Enquanto eu enfrento velhos demônios
e sabemos q ninguém vence
Venha, então, participar desta cor
Não precisa saber desta dor
O q vale é o q se vive?
se medirmos o q se vive
Pela cor q no ocaso vemos
Por acaso não vale tudo aquilo q vivemos?
* * *
Viver é o tempo todo
Ar entrando e saindoRespirar transpirar
Conspirar
Fazemos parte um do outro
* * *
Duas torres
-não as destruídas
twin towers-
erigidas
d modo
a empacar
todo o resto:
a Vergonha e o orgulho.
Saída?
Safar-se.
Safadeza.
* * *
Há como um encurtamento
O Tempo reduz-se
E é tão doce dizer
O Tempo reduz-se
É tão triste.
Como podem ser
Ao mesmo tempo
Tristes e Doces
As coisas da vida?
* * *
ESCOTILHA
D NAVIO
VENDO A ILHA
SE AFASTAR
ASSIM PESSOAS
IMPORTANTES (FUNDAMENTAIS?)
NÃO FAZEM MAIS
PARTE
D NOSSAS VIDAS
ACEITAR? NÃO!
ILHAS PODEM
SEMPRE SER
REVISITADAS
QUANTO À ILHA:
BEM VINDA!
* * *
balbucio verdades infinitas
e me perco
só se perde o q se teve
(eu me tive?).
como sombra d nuvem
sobre o chão da selva
esqueço.
até chegar
o raio d sol.
* * *
um horizonte infinito d paredes
uma mulher nua por baixo das roupas
um limite q a enumeração ultrapassa
e eu, eu, tu, ela, nós, vós, eles
até quando?
Verga-Verso a Memo In-Versa
empsiquisa... Mnemosina in-versa, amnésica perfila, argola em pane, não formula,
não pergunta, não sabe mais, não seqüência, sem respostas,
ejeta do acúmulo de planos, regurgita, projeta deidades
à revelia da mão esquerda e a torta e direita, falecem a mídia-mingua.
e no humano, eche homínimo. O ex-sistir cabe a humanidade; que vacila.
melhor mesmo que não existam deuses, deusas.
Parede grafitada, menino, moleque arteiro não sigla, não pixa, picha? - Falácia.
Hoje mesmo vi uma, no dedo de Deus e Adão de Michelangelo no grafite do Kobra.
Hoje mesmo vi uma, no dedo de Deus e Adão de Michelangelo no grafite do Kobra.
E agora-agora, veja o que me veio: êta moça bonita! - (toda moderninha),
se achega, e ao ver do que-lia, brilh´olhos e lê,
recita o qu´eu, assim das lâminas, as órficas, lia:
daí-me depressa, pois, essa água fresca
que deriva do “Lago da Memória”
eu sou filho da Terra e do Estrelado Céu
minha origem contudo é o Céu (apenas)
e disso vós sabeis. Olhai porém:
seca-me a sede, estou a sucumbir.
Aponta... e diz a boca pequena - indicador em riste
In-chiste, me indica, superior, conduz o olhar
Três se voltam, volvem, ( “quase” não percebidos), em si mesmo;
polegar ascende, pousa em médio, e do dedo, em seta, vejo,
e no relevo o escrito... Arque-inscrito... Levo a desperto o dito, visto: “Atinus Cristo”.
e no relevo o escrito... Arque-inscrito... Levo a desperto o dito, visto: “Atinus Cristo”.
Disse-me: Procure saber sobr´ele, procure o ver-dito n(d)ele...
Ah! ... Essa moça, uma gracinha essa moça...
Senti-me todo metido, mergulhando em exibir-me a ela... bobeira...
a sua frente, precipites, a fins de que, propicia... me receba.
e destes múltiplos, os acúmulos e cúmulos de “memo”, que inversa aos contrários,
distende musas, agora mula de Maia, nanica orbe de campos, ditos mórficos,
astralismos com ares (hades) de alcance planetário, globalizantes,
vergalhões de ferro, idade sombria, senhores-senhoras trevosos
que ainda nos apezinham... que verga o verso. a-Versa.
E hoje... os mesmos, “memos”, prós e pó; incoa:
,
,
“obdormisco” em sonhos... vastos.
Minha criança chora, inconsolável; saudade de vovô.
Encontrando-o, (sonhando), diz ouvir dele:
Não fique triste, não chore assim meu amor,
estou bem agora, (morto), aqui, no sonho... fala:
estou bem agora, (morto), aqui, no sonho... fala:
Nunca, nunca antes, agora, fui tão feliz em minha “Vida”,
Tão belo e luminoso é aqui onde estou.
afinado aos mesmos, “memo”, ecos, rastros, indícios...
jactâncias afins, de fatigante, egrégoras ejetando giras...
giros de pseudos; deuses, deusas, demos, demais deidades, gerando planos,
astrais de mídia-extrema, mídia-gema, mídia-ex-terna, recolhe-se a mingua.
Amnésica nossa base “acasha” inflama, aquece, “acerta”...
fricciona, roça, coça, ponteia-perfilo: “mens-agem”
fricciona, roça, coça, ponteia-perfilo: “mens-agem”
Pandora rina, doura, ancora risonha.
Revela e ela: tessituras de veritas, registros de percursos.
Resvala e ele: divas, dúvidas e dívidas
Dada nossa... Fra-gi-li-da-de
... Fra-gi-li-da-de...
...e levo a desperto. . . ( ? )
...ó tu pura Rainha dos que estão abaixo; ( . . . )
e demais deuses e demos: (sosseguem) – (deixem-nos em Paz)
tenha sido o Destino a me (nos) abater
ou tenham sido os Deuses imortais
ou . . . . . . . com o raio lançado pelos astros.
Transpus a triste e fatigante Roda,
com passos rápidos me encaminhei
para a Coroa desejada,
e agora chego, como suplicante
a fim de que, propícia, me receba...
e... desperto... Acordes em cadência em contínuo renovo, e de:
FATO - SONHO - BUSCA - PLANOS DE VÔO - OVO - AFETO - TATO - FETO
PLANOS DE VÔO
VIDA-LIVRO
vulnerável, frágil, mas não cessa...
e como d´antes ali... guia... erre ou acerte
aceita e se inscribe: INCIPIT VITA NOVA
30/01/11
Hora-Ação a Sem-Hora Mater-Mundi
ache o nó da nódua sem-hora - hora-ação e Mater-Mundi
tem em porção, que aqui nos vincula e em-ti-fica,
alenta e nos causa a trina flor da vida.
Ó Mater, a que nos agarramos e par-
tidos, alquebrados, nos mantemos ligados, e em que na qual rompemos
de semente em semente e brotamos e crescemos e pulsamos e pulsamos
e pulsamos...
Ó àvida-Matriz, que nos gera, atomiza e afeta: nutrindo e entre-
tendo, afeitos e ilusos nossos seres,
com seus elos, seus anelos, (d´eus), de outros e eu, eu, eus... e,
seus viços, seus ser-viços, viçosos,
ser-viçosos... com suas benesses, seus prazeres,
deleites, esquivas e suplícios;
com seus desejos, seus gostos e des-gostos;
com quereres, com perfumes, seus aromas e sentidos,
com sofreres...
tanta dor, tantos riscos, triz, testes, rés, risos... suas conversas, versas, meus,
seus versos, e re-versos,
com contatos, seus tatos, seus indícios;
com seu cato, captos, com seus toques...
e tateias... e tateios e tateios...
sempre e sempre suas dualidades e contrastes...
Ó Mãe Natura, que aquece e humana nossas partes,
apazigua, refrigera nossas almas, seus efeitos, seus apuros.
Nossos feitos, os teus, meus saberes, seus, meus, sabores. Apura
ó mãezinha, qualifica nossas buscas, nossos encontros,
seus opostos, nosso alimento.
Ó Terra-Mãe, re-junta, re-une nova
mente aos teus filhos
porque mentem os corações, os teus frutos;
com-junta-nos a todos, a todos os que em ti,
esquecidos se lançam nas intermináveis espirais de seus ciclos e, contidos neles,
a ti regressam, habituados que ficam em estar contigo...
re-voltando e re-volvendo em ti,
ocupados sempre com a peleja que experimentam do e no girar
constante que tua roda dá. Arre... Exaustos,
turbados, se deteêm em se entregar absortos
e distraídos a sugar de suas tetas o leite que verte
da sagrada flor de teus seios... sem nada de-volver.
* * *
Cessa agora ó Mãe os teus extremos,
Ó Mater cessa os teus conflitos,
teus temores...
Ela disse... / ...eu digo:
Ó Uma, com-sorte d´aquele que sem um início, deu-se, e
uma luz suave, "a-mim" se -presenta-, um presente, em tempo justo,
e a tempo, dará,
em lugar adequado, se fará
em toque terno, (Anima-Animus) - (Eros-Psique), virá a dar-se,
e em mim, com carinho, um carinho imenso, intenso, a Ela um pulsar meigo,
leve, quente... Um Cor-ação que agora dispara "deliciosamente", sem as costumeiras
armadilhas do apossar-se, (essas coisas nossas, nunca foram de alguém)
nada meu, nada seu, tudo sempre foi, ié nosso...
desde que saibamos de-volver
em vibrações, raios, tom, som e cores, de harmonias pós-conflitos,
de muitos, por vezes, inevitável,
de amores:
um coração dá-me, - e deu-se
e das mãos que agora argolam, contatam finalmente, emana...
na fala, no toque, no olhar, sem ontem, sem
hoje, sem amanhã... eu sei, isto incomoda, mas já, "em principio"
o cultivo gradual - do eterno (?) - num só lance, num breve,
num só peito, aqui, aí, inteiro, no exato instante que iço e a isto consentimos,
Iss(ç)o - Tudo é o que podemos ter de realmente verdadeiro aqui.
Presença-Presente, sem véus e talvez...
quando nos permetimos, com, ou mesmo sem coragem,
ao Encontro "Real", possamos, então, abrigar-gostosamente- ao ontem, o hoje
transformado-transformando o amanhã que haverá em desvelar-se,
e aqui, ova-mente revelar, que a vida, docemente se renova...
e renascida, terna se apresenta:
com seus mistérios, ciclos a e em porção necessária, que nutre
anima, aquece e refrigera,
causando-nos o elo, os elos,
motriz, matizes e matrizes por tanto tempo almejados, para então
com Amor somar...
e então: poder lê-lo, lê-la inteira, em suas já não mais obscuras leis,
mas: em suas "Livras"... Liberta, Liberto.
Até que nascer ou morrer,
Ela disse... / ...eu digo:
Ó Uma, com-sorte d´aquele que sem um início, deu-se, e
uma luz suave, "a-mim" se -presenta-, um presente, em tempo justo,
e a tempo, dará,
em lugar adequado, se fará
em toque terno, (Anima-Animus) - (Eros-Psique), virá a dar-se,
e em mim, com carinho, um carinho imenso, intenso, a Ela um pulsar meigo,
leve, quente... Um Cor-ação que agora dispara "deliciosamente", sem as costumeiras
armadilhas do apossar-se, (essas coisas nossas, nunca foram de alguém)
nada meu, nada seu, tudo sempre foi, ié nosso...
desde que saibamos de-volver
em vibrações, raios, tom, som e cores, de harmonias pós-conflitos,
de muitos, por vezes, inevitável,
de amores:
um coração dá-me, - e deu-se
e das mãos que agora argolam, contatam finalmente, emana...
na fala, no toque, no olhar, sem ontem, sem
hoje, sem amanhã... eu sei, isto incomoda, mas já, "em principio"
o cultivo gradual - do eterno (?) - num só lance, num breve,
num só peito, aqui, aí, inteiro, no exato instante que iço e a isto consentimos,
Iss(ç)o - Tudo é o que podemos ter de realmente verdadeiro aqui.
Presença-Presente, sem véus e talvez...
quando nos permetimos, com, ou mesmo sem coragem,
ao Encontro "Real", possamos, então, abrigar-gostosamente- ao ontem, o hoje
transformado-transformando o amanhã que haverá em desvelar-se,
e aqui, ova-mente revelar, que a vida, docemente se renova...
e renascida, terna se apresenta:
com seus mistérios, ciclos a e em porção necessária, que nutre
anima, aquece e refrigera,
causando-nos o elo, os elos,
motriz, matizes e matrizes por tanto tempo almejados, para então
com Amor somar...
e então: poder lê-lo, lê-la inteira, em suas já não mais obscuras leis,
mas: em suas "Livras"... Liberta, Liberto.
Até que nascer ou morrer,
não mais nos assuste,
não mais incomode, já
não mais nos im-porte.
não mais incomode, já
não mais nos im-porte.
...com carinho...
Arque-Mia
do ar (e fogo) si-len-cio-sa-mente, dês
sequência e em duo, dá-se
solo (de águas) e doas-sim aos múltiplos
(incrível e-vento) este a ti.
presenta/ausenta (necessária). devir.
sussurram, surra em labor do que quer vir... ver.
docibila (ín-timo), tênue soma.
sanguínea câmara secreta, clareira. sinal. indícios,
oscila, no que dentro, estremece, balança seus pilares
arqui-mia, rosna invertido, impressões reflexas.
e mesmo assim, reluz, no espelho do espelho,
refletido... e à flora
que fauna em forra. em sobras e ainda sim brilha e sombra.
de fora, se há, foge, esconde, ou vem
e revela ao observador o observador que pulsa e dista
num silente que ora deita ao sequente, ora pode ou não
dar-se audiente. e ouça... quanto tempo, quanto repeteco reprisando tempos em recuperar o instante-luz, que após,
à sombra refrigerado.
esquecido?
17/01/11
13/01/11
instante-Luz
como a língua,
Ave
In-Ver-Te-Brada
quando quer,
Nua
quando quer,
quando quer...
Vênus amorosa.
Lambdoma / como a mina,
gruta alagada
quando dá-se.
Enubla
quando nuvens e folhetinismos
turvam o "lago"
o "capto".
claro que o dia é ao que o perfaz.
e
dia
e
noite
e
dia
e
claro que ao dia é o que o perfaz.
mesmo que um outro...
circunda.
circunda.
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