13/04/20

astralismos de re-vejo - re[s]cinto


astralismos de re-vejo - re[s]cinto 

de pequeno vivia de olhar de cima
e de lá 
é que tudo me havia  

-  e via: - em dobra ...

num vinco do tempo 
um elo emanava 
um halofachos e fachos e fios 
de um leite astral que jorrava
dela e ela branca, branca, 

branquinha-branquinha 

arqueava em vôo, 
uma ave planando num céu negro
azul preto marinho 
e vinha chegando de um longo e largo
mesmo tempo longe mesmo perto, 

pertinha-pertinha 

- fingia susto ... 

- e ela vinha, vinha, pouco a pouco
aos poucos ela vinha ... 

- expiação imensa...

daqui a via pequena. 

havia só um buraco branco no céu
que aparecia sei lá de onde, 
sei que vinha de uma ventura figurada 
que se dava mais dentro que fora
e era só minha, 

era um aqui que se desdobrava...

e ela me dizia:

- vê se veste o céu menino e vê se avoa -

e eu tentava, tentava, 
depois frustrado via...
que por mais qu’eu ajustasse, 
não dava, não cabia.

já hoje tô pequeno e de vontade, 
na verdade voluntariamente me miúdo 
e desse jeito bato de um olho... 
e de um outro 
no que vejo me imenso 
e de tão grande um sem tamanho.

aí... miro naquilo em que me h’avia 
e vejo, re-vejo, 
ié bem mais agora que brinco, 
palavreio e reencar(n)o
e o que de antes, 
é bem mais agora que tudo me-valia. 

2 comentários:

  1. Buenos dias guapo que tal estas?
    espero que bien
    hace tiempo que no se de ti
    cuidate mucho
    Besos

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    Respostas
    1. Oi Anna - realmente faz algum tempo em que estive por aqui, mas tudo vai bem tudo está bem.
      Estou terminando a diagramação de um livro meu de nome - esse-homínimo - em breve creio que ele estará pr'aqui, pro lado de fora. Beijo

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