07/01/21


 rio -  (?)


 por onde soa essa voz que ressoa e nos habita (?)

essa máscara que abriga e acolhe máculas

que adquirida, subtrai e vela ao se desocultar

que grada e degrada dardando significâncias 

e enceta, imprime ao desvelar cor e tom 

todas essas cores e tons

que ora se ouve ora olvida ora toca ora timbra

e na hora do por-pôr - põe ao viés dos sentidos.

 essa barca - esse barco - barquinho que de papel -

que em deter revelam rastros e minam rostos face aos intentos

e ao abarcar a cata na pega dos olhos o que vê o que ouve

por vezes olvida e pelos remos - o das mãos movem

e singram e flanam devido ao esforço

no empenho em ir e vir, mostra e demonstra o “quê”

monstra o que vem e vai e venda e velando promove 

navega permeando todo nosso habitat.

 
e essa vela - a muito hasteada, eventa, vaga 

e ela dá o elo e vasa, envasa e imensa os imersos

per-soam vozes que aqui vergam e vige 

e por esse rio - rio que dobra, longo rio 

rio que corre, corro - quem sabe manso e dócil

manso e dócil deslize por esse rio

por esse rio que flui...

por isso-iço

rio.

rio  -   rio...

 só.




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