O mar
ali
a
linha
a
chama
azul
e
branco
e
vem
e assim
e assim
vai
e assim
rege
vindo
assim
em
verde
mas: na orla, bege
e
torna
e
oura
e
e
a quem ouve
ou
vê
policromia

A poesia por vezes deixa-me assim, boquiaberta no espanto da palavra ( polys- sêma-ia)...
ResponderExcluirComo se fosse um lugar em que me igualo à essência subterrânea que nos eleva a um estado de branca luz interior…um encontro de iguais tu santuário humano onde as borboletas e os pássaros misturam os pólens as árvores com ramos entrelaçados onde se dá a bifurcação dos caminhos, e as suas copas acrescer como ambições pelas lentas tardes de poente cor de sangue ourados e o livro das horas…das nossas horas que escrevemos continuamente até que não haja fim…
sim,
o mar em policromia
a despir-se & a vestir-se desses mantos
a curvar-se para o dia
na curva dos meus cabelos
cinto de virgens
& nas tuas mãos
a lenha o fogo
a água os frutos
a carne madura a desfiar cores
a ilha o selo
o campo azul de nuvens
extenso acontecer da vida
a fúria das ondas a calma
& eu
com flores tecidas pelas manhãs
que se abrem desde os tempos mais remotos…
pela orla do teu & do meu sangue
rouxinóis a cantarem toda a noite
onde vestimos só a própria pele
pelos lagos da lua onde nascem orquídeas
avenida de mar tão larga
& nossos olhos videntes
entre o riso & a palavra
& os pássaros cansados
a voarem todos nas nossa bocas -
bocas que o tempo pelo mar aproxima
. A poesia por vezes deixa-me assim, boquiaberto, no espanto... e da palavra q de m´ária vem, vai... vem... e... ela... Poesia...
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