No recôndito ecoa a voz do universo.
O irredutível. O uno. O singular.
O tempo que condensa em si todos os tempos.
Onde o amor pelo amor do outro é também um modo de amá-lo.
Onde o amor pelo amor do outro é também um modo de amá-lo.
E de amar-se.
( Um olhar para além do olhar - frag. ) – de Sergio A. Sardi
Escrever - o poema, o texto
Pintar - a tela, o quadro instado ao olhar
Esculpir - a forma, o corpo, o gesto... o digo.
Fora do observar atento, da vivência interior,
convenientemente voluntária;
potencialidade em ser de seus possíveis,
à vigorar. Priva significância, sentidos.
Sem-sem... ainda...
convenientemente voluntária;
potencialidade em ser de seus possíveis,
à vigorar. Priva significância, sentidos.
Sem-sem... ainda...
Ávida, emoldurada objeta...
o mesmo e o outro, sujeito em pausa.
o mesmo e o outro, sujeito em pausa.
Ilusivo o existir intenta; dada já a existência.
Está aqui, mas ainda não vive.
Está aqui, mas ainda não vive.
Obra parada, não mirada, aprisionada em livro
fechado e não lido, estacionado em estante
ou quadro não visto, pendurado, olvidado em parede.
Confinamento espacial, tempo cristalizado,
moldado no “bi” ou no “tri”, dimensiona,
insiste em lugar criado, na dinâmica do que obra,
dado em afeitos por dedicado artíficie;
desde o início, tudo ali.
Temporalidade suspensa, estanque nos seus moldes,
existência estática, silenciosa, espera paciente
o “perceptum” a que tangenciar, privada do sentir,
existência estática, silenciosa, espera paciente
o “perceptum” a que tangenciar, privada do sentir,
do pensar, de convivência prolongada da idéia nada volita.
Do que se pode observar em e no local do aí criativo
e criado, o lugar real, de-para, ser-com, interlocução,
espaço de instauração de vigor, ié na medida
do desemoldurar-se que a obra passa a ser para,
percorre, caminha, docemente, convive no e ao vivente...
Sentir, pensar, as sensações, impressões, idéias, volições,
representações, afetos, efeitos, necessariamente de convivência
representações, afetos, efeitos, necessariamente de convivência
razoavelmente prolongada necessitam, para que a vida e a arte,
que é vida em elevada esfera, venha, possa instalar-se, no aí,
d´onde o real ocorre...
Dentro. No interior daquele que aprecia,
no instante, a observa e lhe é devida, atento(a),
ié aí que dá-se o além ou aquém do “digo”,
ali, onde a linguagem vivifica, age, gera
e produz frente a presença histórica
e à vida mesma - que ora vem, ora vai.
...e a “ela”... é... vc... ...suas vagas... suas vogas...
sendas... giras e giros... Tudo... Todos... permeados...
sendas... giras e giros... Tudo... Todos... permeados...
qualificado em ser - aos - e de sentidos, e de multi...
...as significações.
...as significações.
A arte ... só age... em Arte:
minh´arte...
su´arte.
E por aqui... a roçar
a ... ROÇ´AR-TE
Eis o que canto
ResponderExcluirsucessivas lágrimas de meus olhos
sobre o tempo e o amor
& funda é a interioridade
onde respira a luz essencial da própria vida
estou...permaneço...
ResponderExcluirestou no súbito estio do pensamento
onde as palavras se geram e amadurecem
& estou também inclinada a contemplar as paginas misteriosas da existência
esse solitário húmus onde as mãos trabalham
como único idioma dos olhos
sobre esse caminhar longo e lento
onde todo o ar germina claro e raro
na minha & tua alma a que chamo essência
& no meu corpo onde sempre deixarei
segredos por desvendar
A linguagem plástica transforma as cores e formas em poesia.
ResponderExcluirsua linguagem poética leva nossa alma pra passear.
como dizia aquele outro poeta :
"Arte, porque a vida não basta"
(Gullar)