Mnemosina in-versa, amnésica perfila, argola em pane
não formula, não pergunta, não sabe, perde a seqüência
e ejeta-se do acúmulo de planos, regurgita projetando
deidades à revelia da mão esquerda e a torta e a direita
falecem a mídia-míngua - e no humano - esse homínimo.
ex-sistam deus, demos, deuses e deusas.
picha? Falácia. Hoje mesmo vi - ‘Uma’ no dedo indicador
de Deus e Adão de Michelangelo no grafite do Kobra.
(toda moderninha) se achega ao ver do qu’eu-lia, brilh´olhos
e lê, recita o qu´eu (d)’assim, das lâminas - as órficas, lia:
do “Lago da Memória” - eu sou filho da Terra e do Estrelado
Céu - minha origem contudo é o Céu (apenas) e disso vós sabeis.
Olhai porém: seca-me a sede, estou a sucumbir.
in-chiste e me indica - superior conduz o olhar - três se voltam
volvem quase em si mesmo não percebidos, polegar ascende
pousa em médio e do dedo em seta (re)vejo o inscrito e em relevo
o escrito - Arque-inscrito - atino e levo a desperto o digo - o visto:
- procure saber sobr´ele...
- procure o ver-dito dele...
Todo metido, mergulhado em me exibir a ela -bobeira...
a sua frente, precipites, todo afins de que propicia me receba.
furtam e in-versam, súcubos distendendo musas argolam feito
mulas de Maya - formigas emergindo ‘dali’ das púbis, aninhando-se
como se disso pudesse brotar algum ‘salvador’ - nanica em orbe
de campos dito mórficos, astralismos desvitalizantes com ares
(hades) de alcance planetário, globalizantes, vergalhões de ferro
idade sombria, senhores e senhoras trevosos apezinham e vergam
o verso - a-versa - e hoje os mesmos ‘memos’ de prós e pó incoam:
- ‘obdormisco’ em sonhos... os sonhos... os sonhos... vastos...
(sonhando), diz ouvir dele: Não fique triste, não chore assim meu amor
estou bem agora (morto) - aqui no sonho fala: - Nunca... nunca antes
fui tão feliz em minha “Vida” - Tão belo e luminoso é aqui onde estou.
rastros indícios e jactâncias afins, fatigante, egrégoras ejetam giras
giros a pseudos - deuses, deusas, demos e demais deidades, gerando
planos astrais, plataformas propicias de manipulação a mídia-extrema
mídia-gema - e nada clara, mídia-ex-terna a martelar e martelar
recortando (re)talham ao traduzir e por recordos incutidos
arrebanham, abduzindo, colhendo adeptos que recolhem-se
aquece, enceta - acerte ou erre - fricciona e roça
e coça, ponteia e perfilam: e a mensagem:
- Resvala e ele: divas, dúvidas e dívidas - halo - dada nossa...
Fra-gi-li-da-de...
Fra-gi-li-da-de...
(...) ó tu pura
Rainha dos que estão abaixo (...)
e demais deuses
e demos: (sosseguem)
(deixem-nos em
paz) - tenha sido o Destino
a me (nos)
abater ou tenham sido os Deuses
imortais ou com o raio
lançado pelos astros.
Transpus a triste e fatigante roda
com passos rápidos
me encaminhei para a Coroa
desejada e agora chego
como suplicante a fim de que - propícia
- me receba.
- e de novo - novo e de novo:
- esquecimento - sonho - dádiva - planos de vôo - livro.
aceita ou rejeite e se inscribe:
- Incipit Vita Nova.
em suas já não mais obscuras leis mas:
em suas - Livras... Liberta... - Liberto...
já não mais nos assuste
já não mais nos incomode
já não mais nos im-porte.
uma fonte e a seu lado alvo cipreste.
Dizei:
"Eu sou filho da Terra
e
do Estrelado Céu.
Minha
origem, contudo, é o Céu (apenas)
e
disso vós sabeis. Olhai, porém:
seca-me
a sede e estou a sucumbir.
Dai-me
depressa, pois, essa água fresca
que
deriva do lago da Memória" .
E
dar-te-ão a beber da Fonte santa,
e
depois disso tu serás senhor
entre
os demais Heróis.
pg.
149
LÂMINAS DE COMPAGNO (THURIUM)
Dos puros eu procedo,
ó tu, pura Rainha dos que estão abaixo;
ó Eucles e Eubuleu; ó demais Deuses
e Demônios: pois eu também confesso
que sou de vossa raça abençoada.
Cumpri a pena das ações injustas,
tenha sido o Destino a me abater
ou tenham sido os Deuses Imortais
ou . . . . . . . com o raio lançado pelos astros.
Transpus a triste e fatigante Roda,
com passos rápidos me encaminhei
para a Coroa desejada,
e caí sob o seio de Despoina,
Rainha dos Infernos;
com passos rápidos me encaminhei
para a Coroa desejada,
e agora chego, como suplicante,
junto a Perséfone, a sagrada,
a fim de que, propícia, me receba
na paragem dos Bem-aventurados.
pg. 150
do Livro – ‘Poesia Grega e Latina de Péricles Eugênio da Silva Ramos
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