30/03/11

revejo

de pequeno vivia
centrado de olhar de cima.

e de lá... a via,
branquinha, redonda
mesmo tempo longe
e tão pertinha.

expiação imensa.

daqui... pequena
só um buraco branco 

que vinha sei lá de onde 
e me dizia:

veste o céu menino e vê se avoa

e eu tentava e tentava e tentava
e depois frustrado... via
que por mais qu´eu ajustasse,
ele não cabia.

já hoje tô pequeno,
e de vontade 
na verdade voluntariamente me miúdo
e bato o olho neste imenso,
que de tão grande 
esse sem tamanho
fico naquilo que me h´avia,

olho, vejo, miro bem mais agora,
e assim no revejo, brinco, 

palavreio, reencarno e encaro 
no que de antes
bem mais agora me valia.


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